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Mostrando postagens com o rótulo Atualidade

CABEÇA DE MÃE

Entender a cabeça das mães não é fácil. Preocupam-se além da conta, amam a mais, têm dificuldade de minimizar certas situações que envolvem aqueles por quem daria a vida. Por isso não falo de mulheres com filhos; falo de mães. São duas coisas bem distintas. Muitos companheiros masculinos e mesmo do mesmo sexo que não tiveram essa experiência materna podem ter extrema dificuldade de entender certas coisas que uma mãe sente e vive. E não é facil mesmo. A maternidade real é algo complexo e cheio de curvas. Muitos abismos. Muitas escaladas também. É um terreno muitas vezes árido e outras vezes  inundado de sentimentos contraditórios. Não é facil ser mãe dessa geração atual que  pouco se importa com o semelhante. Parece um mal desse tempo. Há filhos maravilhosos, lógico, mas parece estar havendo uma multiplicação desordenada de filhos ensimesmados e sem amor. Um complexo de Édipo mal resolvido? Excesso? Falta? Vai saber...cada um é uma infinidade de construções e muitas vezes, ...

AUTO EXÍLIO EMOCIONAL

Apesar do nome parecer rebuscado, esse é nada mais do que o momento que nos recolhemos em busca de nós mesmos e daquilo que somos ou mascaramos. A palavra exílio na nossa língua portuguesa é conhecida pela conotação negativa, pois tem a ver com sair do próprio país por conta própria ou obrigado por questões políticas. Mas não deixa de Ter um pouco a ver com isso o auto exílio emocional: por questões de não conseguimos tantas vezes lidar com situações e pessoas que fazem brotar nosso lado vil e encrenqueiro, a gente pode escolher se retirar. E esse se retirar pode ser um comentário que não se faz na rede social na hora em que a discussão esquenta, pode ser sair de perto de uma conversa tomada por fofocas e intrigas, e pode ser um período em que a gente se retira fisicamente de relacionamentos, sejam familiares ou de amizade ou amorosos pelo simples fato de que temos esse direito. O mundo atual das redes sociais não admite que a gente suma sob pena de sermos  rapidamente esquecid...

RELACIONAMENTO E REDES SOCIAIS

A era da internet chegou, é um fato. Não tem como voltar ao que o mundo era antes disso. Mas o ser humano ainda é feito de afeto e não de chip, e temos que ter cuidado porque podemos estar lidando com nossos relacionamentos como se o outro fosse só um perfil do Facebook ou do Instagram. A rede social encurtou distâncias, lógico, e já reencontramos muita gente que fez a nossa vida melhor em nossos tempos passados e aquela alegria boa volta a cada conversa. Esses reencontros são fantásticos e cheios de emoção. Mas cada um continua sua vida na sua outra cidade ou país. Ponto. Agora, parece que estamos usando a mesma lógica em relacionamentos próximos, e até nos muito próximos. Casais fazendo DR via Whatsapp, pais que só conseguem falar com filho via internet, eles na sala e o filho no quarto. Casais sentados no sofá conversando via celular. O que está acontecendo com a gente?  Vamos tratar assuntos pessoais e delicados sem o cara a cara porque estamos com preguiça ou sem corage...

RESILIÊNCIA..ATÉ QUANDO?

Até quando? A partir de que momento a resiliência pode virar uma violência contra si mesmo? Muito presente em "textão" de rede social hoje, a resiliência é a capacidade que temos de seguir em frente após uma adversidade. É também uma capacidade de se adaptar a contextos emocionais inicialmente estranhos ou dolorosos. Vivemos uma época de festejar a resiliência e dar aos resilientes troféus de participação na vida. Veja bem, seguir em frente depois de uma tempestade é bom, curar-se depois de uma enorme decepção também. Conseguir sobreviver aos infortúnios é algo a se comemorar. Mas qual o limiar entre ser resiliente e se violentar? E se estamos pagando de resilientes mas apenas engrossando o casco e por dentro, bem no fundo, ressentidos com a vida e com os relacionamentos? Isso é algo para questionarmos a nós mesmos. Porque valores culturais também viram moda, e o discurso da resiliência parece estar seguindo por esse caminho. Não se trata aqui da apologia ao fracas...

O TEMPO NO PROCESSO DEPRESSIVO

Estamos vivendo em tempos estranhos. Estamos imersos num sistema de aceleração de todas as coisas e processos que nos tem levado a todos a um estado de exaustão que não nos deixa. Vivemos uma esquizofrenia psíquica porque, além de acelerados e ansiosos, estamos também deprimidos. E é interessante como essa coisa chamada tempo se processa numa pessoa que está num estado onde a libido (energia de vida) parece abandonar o sujeito à própria sorte. O descompasso se inicia ao primeiro abrir dos olhos pela manhã. Na verdade, esse já está instalado porque a noite anterior não foi de descanso e o estado ansioso atrapalhou por demais o sono, durante o qual não se teve a experiência da profundidade. O tempo parece um grande navio embora a gente quisesse que ele fosse um jato. E aí o nossa mente e espírito começam a batalha de acelerar o impossível. Pelo menos para quem está de fora. Levantar da cama para ir ao banheiro já é uma tarefa olímpica. Engraçado que os minutos andam da mesma maneir...

Nossas idiossincrasias brasilianas

E depois de uma crise de pânico desse mundo (no real do corpo), ainda deitada, comecei a normalizar as sinapses. . . . . Interessante que ouvimos sem parar que luta de classe não existe e é coisa de marxista-maconheiro-de humanas que não faz nada e tem tempo de pensar essas merdas. Tá. Vou nem falar do mundo. Vou ficar só com uns dados da terra brasilis. O que temos visto explodir desde junho de 2013 é o quê? O que você acha que é ese rebuliço que toma conta das ruas e que parece briga de torcida? Jovens na rua tomando porrada da polícia, jornalistas ficando cegos por tiros de balas de borracha, morrendo. O rapaz que portava o pinho sol preso até hoje por ter PORTADO PINHO SOL na mochila. Jovens ocupando mais de 1200 escolas sob o silenciamento ou a criminalização massacrantes da mídia que detém o dinheiro no país. Sendo alvos recentes da tortura autorizada pelo Estado. O que vc acha que é classe média  paneleira na avenida Paulista (porque uma parcela não o é) tendo ...

A TRÁGICA " ERA PT" ILUSTRADA POR NÚMEROS

Peguei esse texto do Vinicius Costa no Facebook.  Bom, vamos aos números: 1) FOME : O Brasil reduziu em 82,1% o número pessoas subalimentadas no período de 2002 a 2014. A queda é a maior registrada entre as seis nações mais populosas do mundo, e também é superior a média da América Latina, que foi de 43,1%. O Brasil saiu do Mapa da Fome. 2) EDUCAÇÃO : O número de matrículas no ensino superior dobrou com Lula e Dilma; passou de 3,5 milhões em 2002 para mais de 7 milhões em 2015. O número de Mestres e Doutores, assim como de cursos de pós graduação , também mais do que dobraram. 3) PIB: no fim do governo FHC o Brasil figurava como a 13° maior economia do Mundo . Em 2011, sob o comando da (ex) Presidente Dilma chegamos a ser a 6° maior economia do Mundo , à frente de países como a Inglaterra. Hoje, após o período de crise e da forte desvalorização cambial, somos a 9° economia do Mundo. O PT pegou o país em 13° e entregou em 9° 4) DESIGUALDADE : segundo o índice de Gini, a desi...

Eram deuses os intelectuais?

Penso que se, a Universidade ou Academia, fosse mais entranhada na sociedade e não encastelada intramuros, com certeza a discussão política que está acontecendo hoje seria mais rica.  Penso que devemos voltar a ser os intelectuais que tanto sonhamos: cara a cara com a galera, palestrando, discutindo,  argumentando, enriquecendo a luta. E não fazer isso apenas em tempos extremos. Mas ainda bem que estamos fazendo isso hoje nesse tempo de treva político - econômica - midiática. Colegas queridos têm colocado "textão" justamente para trazer um pouco de diversidade na arena de guerra que virou a rede social. Terra de fanatismo e ódio que precisamos,  veementemente, combater com discussões bem fundamentadas. O ruim é que outros queridos às vezes só lêem o título e puxam o gatilho. Já aconteceu de se perguntar: "mas vc leu o texto?". "Ih, li não. Só li o titulo". E isso aconteceu com amigos pós- graduados. O que me leva a outro ponto: nível de escolaridade quer...

Democracia, exageros e midia

Este post seria antes do que publiquei ontem. Mas tudo bem. Trouxe do Facebook pra cá. Penso que estamos vivendo dias surreais e maravilhosos numa democracia. Dias de luta. Dias de sentimento forte e nó na garganta. Há exageros e crimes dos dois lados? Há. Muitos. E acho o crime do PT até mais grave,  por sua herança histórica. Quem se proclama de esquerda não faz as aliancas espúrias que fez o partido do qual um dia fiz parte. O fato é que hoje vemos algo inédito na nossa jovem República. As pessoas de verdade se envolvendo. Não estou falando dos aproveitadores e marqueteiros de si mesmos. E de muita gente arrogante que quer só o seu pirão e dane-se o resto. Estes existem dos "dois" lados (embora haja muito mais lados nessa história) além de, como se diz, um mimimi sem fim. Bem... a corrupção endêmica e sistêmica no Brasil chegou ao fundo do poço. Os políticos não conseguem mais se esconder como antes porque o avanço tecnológico nos permite ver em tempo real a vida acont...

Brasil: cordialidade, luta de classes e democracia

Penso que a falseada cordialidade amplamente pregada no Brasil está sendo posta à prova e desmontada. O que estamos presenciando é a luta de classes em estado brutal. Por mais educados que tentemos ser, todos temos posições a ser defendidas e lados a ser seguidos. Ninguém é neutro nessa História que estamos vivendo em tempo real. Por isso que se torna tão surreal. De tão real que é. E por isso os xingamentos nos assustam. Porque fomos docilizados historicamente como povo e vemos tudo como afronta. Mas, luta é, por si só, bruta. É feroz. É insana. Foi assim no início do capitalismo e a cada crise que o sistema enfrenta. E estamos desde 2008 no meio desse furacão mundial. O vento veio com força e chegou aqui. Um país estratégico como o Brasil não ia passar incólume por isso. O mundo hoje passa por uma ofensiva conservadora. Na Europa estão queimando refugiados, nos EUA um extremo conservador pode virar presidente e, claro, a América Latina (com orgulho!) está na roda. Fatos históricos...

Bonner e Maju em Paris: um caso de racismo travestido de qualificação

Passeando pelo facebook vejo a chamada da página do Pragmatismo Político sobre o fato de William Bonner ter designado a moça do tempo, a conhecida jornalista (sabiam que ela era???) Maju, para cobrir a conferência COP-21, Conferência do Clima a ser sediada em Paris . Aqui  da pra ver a reportagem e saber detalhes. O que me chamou atenção foi o número de comentários ácidos e discriminatórios direcionados à "negra que não sabe o que está fazendo ali, provavelmente veio do setor de faxina e serviços gerais e caiu ali de paraquedas". Bom, em primeiro lugar, penso que ela não estaria no horário nobre da emissora, com a qual aliás, não simpatizo, se fosse uma mulher burra. Pois ela já tem um imenso obstáculo: ser negra num país racista. O argumento da vez é a falta de qualificação. Mas de que qualificação se está falando? Se ela está dando a cara pra bater e está sendo aprovada não é que se siga a ordem da indústria e ganhe oportunidades? Ahhh, esqueci que essas só podem ser dada...

Oremos pelo mundo

Oremos Pelo mundo que convulsiona Pela natureza que de tão enojada Vomita seus habitantes em terremotos, tsunamis e furacões  Oremos pelo mundo que não suporta mais tanta extração, extorsão das almas que tentam se refugiar em vão em terras distantes Pois latitude e preconceito estabelecem as fronteiras Oremos pelas crianças, dizimadas na violência dentro seus lares, onde o abandono é amparado pelo que se diz Estado protetor, mas que nada faz a não ser encher os abrigos de meninos e meninas que depois passarão às prisões, tendo nascido e morrido sem ver o sol da justiça. Oremos por essas meninas tornadas mulheres tão cedo por uma sociedade que as vê como objeto obsceno pelos olhares dos estupradores reais e virtuais. Oremos por elas. Oremos pelos meninos sem futuro, que muitas vezes não querem estudar porque aprendem pela tv que virarão estrelas do futebol, fantasia megalomaníaca em uma realidade rarefeita. Oremos pelo mundo. Oremos pelas mulheres, de quem os direitos, que mal estav...

Glorificação da barbárie

Esses dias eu li num artigo onde não me lembro mais sobre o filme Tropa de Elite.  Nele falava  da vergonha que o Wagner Moura tem de ter feito esses filmes (foram dois). Porque o tiro saiu pela culatra, com perdão do trocadilho: ele esperava que fosse gerar uma revolta da sociedade diante de tanta violência na tela, mas não. O público aplaudiu de pé a guerra e a brutalidade. Aliás, nem sei se essa informação sobre a vergonha do ator é verdadeira, mas me deixou pensando caso seja. Não estou aqui defendendo bandido nem dizendo que a polícia é santa, pois as duas afirmativas estão erradas. Estou apenas tentando refletir sobre o resultado totalmente contrário ao que se esperava de um filme como esse. Ao que parece, aconteceu uma glorificação da barbárie que acontece dos dois lados dessa moeda chamada relação entre a polícia de elite e o poder paralelo que governa as favelas. Favelas sim, porque acho comunidade um termo construído para amenizar a realidade que se vive ali, já qu...