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O OLHAR E A SEXUALIDADE

O olhar faz parte da sexualidade, termo esse que, para a psicanálise, é muito mais abrangente do que o ato sexual. Olhar e ser olhado. Olhar o nosso próprio corpo e o corpo alheio. Desde bebês, quando sugamos o seio da nossa mãe ou seu substituto, a mamadeira, instauramos instintivamente o nosso olhar para alguém fora de nós. Esse "olhar - ser olhado" pode imprimir marcas de bons afetos ou de estranhamentos e angústias que podem ter gerado traumas, e isso se diferencia pela história de vida de cada sujeito. O que se ouviu ou viu sobre isso na tenra infância com certeza influenciou atitudes em relação a si mesmo, ao próprio sexo e o sexo do outro. Como assim? Pode ser que você tenha sido surpreendido ao entrar no quarto dos seus pais despretensiosamente quando eles esqueceram de fechar a porta e viu algo que te fez pensar algo ruim sobre isso. Porque pode ter sido flagrado e ter sido repreendido, o que, para alguns, não causa dano algum em nível psíquico; mas pode ser que ...

O ÓDIO FAZ PARTE DE NÓS

O ódio faz parte da nossa constituição humana. A agressividade é tão pulsional, presente e verdadeira na nossa psique como o amor. Os dois parecem ter uma mesma intensidade e capacidade de nos absorver por completo. Sentir raiva faz parte dos nossos sentimentos, e ela pode ser produtiva de uma forma benéfica. Como assim? Em vários textos seus Freud falou do ódio como parte instinto humano; Lacan falou disso que sentimos desde pequenos quando chega um irmãozinho, o que ele chamou de complexo de intrusão, aquele ódio que sentimos por sermos deslocados do nosso trono de glória  pelos nossos país, que o dão ao bebê que chegou sem nos consultar. Por outro lado, a agressividade está ligada à atividade, ao impulso de realizar, não é só para dizimar o outro, embora isso seja parte dela. A nossa dificuldade em nos relacionarmos muitas vezes está relacionada a essa vontade de extinguir quem pensa diferente, por exemplo. Como as leis nos 'impedem' de matar o próximo, tomamos a tal d...