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Glorificação da barbárie

Esses dias eu li num artigo onde não me lembro mais sobre o filme Tropa de Elite.  Nele falava  da vergonha que o Wagner Moura tem de ter feito esses filmes (foram dois). Porque o tiro saiu pela culatra, com perdão do trocadilho: ele esperava que fosse gerar uma revolta da sociedade diante de tanta violência na tela, mas não. O público aplaudiu de pé a guerra e a brutalidade. Aliás, nem sei se essa informação sobre a vergonha do ator é verdadeira, mas me deixou pensando caso seja. Não estou aqui defendendo bandido nem dizendo que a polícia é santa, pois as duas afirmativas estão erradas. Estou apenas tentando refletir sobre o resultado totalmente contrário ao que se esperava de um filme como esse. Ao que parece, aconteceu uma glorificação da barbárie que acontece dos dois lados dessa moeda chamada relação entre a polícia de elite e o poder paralelo que governa as favelas. Favelas sim, porque acho comunidade um termo construído para amenizar a realidade que se vive ali, já qu...

Antiautoajuda para 2015

"Não tenho certeza se esse ano vai acabar. Tenho uma convicção crescente de que os anos não acabam mais. Não há mais aquela zona de transição e a troca de calendário, assim como de agendas, é só mais uma convenção que, se é que um dia teve sentido, reencena-se agora apenas como gesto esvaziado. Menos a celebração de uma vida que se repactua, individual e coletivamente, mais como farsa. E talvez, pelo menos no Brasil, poderíamos já afirmar que 2013 começou em junho e não em janeiro, junto com as manifestações, e continua até hoje. Mas esse é um tema para outra coluna, ainda por ser escrita. O que me interessa aqui é que nossos rituais de fim e começo giram cada vez mais em falso, e não apenas porque há muito foram apropriados pelo mercado. Há algo maior, menos fácil de perceber, mas nem por isso menos dolorosamente presente. Algo que pressentimos, mas temos dificuldade de nomear. Algo que nos assusta, ou pelo menos assusta a muitos. E, por nos assustar, em vez de nos despertar, ane...

Ano Novo e mais do mesmo

Ano terminando e não tem muito jeito: todas as rodas de conversa incluem o assunto "o que vc não realizou?" "Que meta vc não conseguiu cumprir?". Somos guiados pelo calendário e queremos estar quites com o universo a cada dia 31 de dezembro. Ainda bem que isso não é possível. O quê? Pagar todas a dívidas com a vida. Graças a Deus deixamos coisas pendentes, não realizamos tudo que pretendemos, senão não teria a menor graça. Peraí. Não tô aqui fazendo o discurso da derrota nem aplaudindo o comodismo. Apenas dizendo que quando deixamos de desejar, paramos de viver. Mesmo que continuemos existindo. O desejo é o que nos move. Quando desejamos nosso corpo e mente se juntam no esforço de alcançar o objetivo. Sabe o atleta? Nessa vibe. Ele se supera para alcançar milésimos, e a cada um ele comemora como se tivesse nascido de novo. Isso precisamos aprender com os atletas. A nos orgulharmos das pequenas conquistas, essas que fazem o nosso cotidiano. Claro que as grandes...

Você tem medo de quê?

O intuito aqui não especificamente falar do transtorno do pânico, embora seja coerente fazê-lo. Ohhhh o que é isso? Uma doença que deixa a pessoa com ansiedade fora do limite normal suportado pelo corpo que gera crises de várias coisas que podem vir separadas ou juntas: desmaio ou sensação de, vontade de vomitar, falta de ar, suor excessivo, ondas de calor, dor de barriga, sensação de choque pelo corpo, e de morte iminente. O ataque dura cerca de 45 min, tem seu auge nos 10 ou 15, e a descarga de adrenalina desordenada vai baixando. Depois dá um cansaço de quem correu uma maratona. Enfim. Nem todo medo é patológico. O medo faz parte de se sentir vivo. Temos medo de quase tudo, cada um com suas particularidades. De escuro, de dormir sozinho, de não ser amado. Esse medo todos temos. Temos medo de não agradar, de ser rejeitados, de levar um fora do ser amado, de imaginar como nossos filhos viverão nesse mundo que beira o colapso. Medo é relativamente normal. Só precisamos ter...

Desapego da expectativa!

No mundo de hohe estamis todos extremamente ansiosos. Temos dificuldades em viver o presente. A mente insiste em dar um pulinho ali no futuro a cada meia hora. Haja nervos. Ou seja: qualquer plano, desde a viagem de um filho até o cineminha do fim de semana gera comichões, coceiras, azias e afins. Não é fácil. É bom qua do se passa ter mais consciência desses saltos emocionais e se tenta manter o espirito no aqui. No agora. E não é fácil. Mas é algo que se pode aprender. Ansiosos assumidos  odeiam esperar. Haja coração. O fato é que fica-se ansioso por tudo. Uma gana de não perder as coisas que podem acontecer. A mente num estado de alerta insuportável, até pro corpo. Uma gastrite que dura 30 anos que o diga, pois o corpo é o foco da ansiedade histérica. Para ter saúde emocional é necessário tentar se desapegar de tanta expectativa. Afinal vamos acabar com a fome no mundo com essa sangria desatada? Com um processo intenso de análise pode-se ter um pouco mais de sucesso. No sent...

Ai meu coraçãoooooooo!!!

Gente, ontem foi um acontecimento na minha vida. Um dia de tanta emoção que parece que não caiu a ficha até agora. Ainda não chorei, não gritei de alegria. Estou com medo de mim. Aos amigos do facebook esse post será meio repetitivo, mas aqui eu gosto de escrever mais. Acordei com meu marido chorando que nem criança, soluçando. Imaginaram um mamute fazendo tal coisa? Pois é. Realiza o ser de 2x2, só de underwear ( termo mais chique pra não expor mais a criatura) vindo na sua direção, vc tendo acabado de abrir os olhos e ainda deitada na cama. Foi essa a cena. Morreu alguém? Ganhamos na Mega-Sena sem jogar? Não. Saiu a sentença da adoção da minha Inessa, que agora depois de 5 anos de processo passa a se chamar Inessa Cristina de Carvalho Viegas. Nome de vilã de novela mexicana. Amei. Eu só consegui abraçar meu mamute e consolá-lo, pois pensei que ele ia ter um troço. Sou uma pessoa que faz análise há uma década, por isso sou menos descompensada que ele, coitado, que só conta com o...

Seja uma mãe ruim, por favor!!!

Não gosto muito de passo-a-passo ou receitas ou coisas sistematizadas para todo mundo já que cada ser é único. Mas achei esse muito legal  texto sobre a complicada maternidade nos dias atuais pra fazer a gente refletir. De Megan Wallgreen. Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo 1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal. 2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreci...